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Blog do Acessuas Trabalho
31/03/2015
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| Para a ministra Kátia Abreu, a parceria com o Sebrae permitirá identificar os produtores com faturamentos baixos. (Foto: Wilson Dias, da Agência Brasil). |
A ministra da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, e o presidente do Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Barretto,
assinaram hoje (30) m Termo de Cooperação para fortalecer pequenos produtores.
O objetivo é aumentar a classe média no campo, hoje representada por 16% dos
produtores rurais, com políticas de capacitação e acesso de produtores ao
crédito.
“Com apoio do Sebrae,
ministério e das entidades de classe, identificaremos, através das
microrregiões do país, as classes de pequenos produtores para catalogá-las de
acordo com suas ausências. Não teremos dificuldades em encontrar aquele que
está com faturamento baixo e que precisa aumentar sua renda. Acredito que, a
partir de julho, estejamos com os produtores efetivamente atendidos”, disse a
ministra.
De acordo com o gerente
de Agronegócio do Sebrae, Enio Queijada, a ideia é, com auxílio da busca
realizada pelo ministério e parceiros, alcançar o campo, em maior escala, com
políticas de capacitação em gestão.
“O Sebrae participará com
capacitação, consultorias tecnológicas, ferramentas de acesso ao mercado e
rodadas de negócio – encontro entre comprador e produtor, que é bastante comum.
A questão agora é mostrar que o Sebrae também trabalha com a classe média
rural”, informou Queijada.
O Sebrae tem 475 projetos
voltados para pequenos produtores rurais e executados em 2.768 municípios. A
aplicação desses projetos para mais produtores deverá aumentar a produção,
ampliar a renda e redefinir os padrões do mercado agricultor. “As classes A e B
do campo, que representam 6% dos produtores, produzem 70% da produção nacional.
Essa distorção é inaceitável”, acrescentou Kátia Abreu.
“Os instrumentos que
usaremos - assistência técnica, qualificação profissional em gestão, crédito e
correção das imperfeições de mercado - já existem. Como eles produzem pouco,
compram mal e vendem mal, porque não têm escala. Então, o segredo é agrupá-los,
de modo que eles possam comprar melhor os insumos e vender melhor os produtos”,
concluiu a ministra.
Fonte: Marcelo Brandão/Agência Brasil.

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