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Fazer
carreira no exterior é um projeto que seduz a maioria dos jovens brasileiros.
Segundo uma recente pesquisa da consultoria Hays, nada menos que 88% daqueles
que fazem parte da geração Y desejam trabalhar num país estrangeiro.
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| Foto: Getty Images. |
Ser
jovem é uma grande vantagem para o profissional que sonha em cruzar fronteiras,
na opinião de Luis Fernando Martins, diretor da Hays Response. “É a melhor fase
para começar a desenhar uma carreira internacional: você tem poucas amarras e
muita energia para gastar”, explica.
Até
certo ponto, mesmo a inexperiência pode ajudar. Na visão de Leda Muniz, coordenadora
da empresa de treinamento In Loco, o jovem é mais moldável à novidade, como se
fosse uma folha em branco. “Quando você começa a assimilar desde muito cedo a
sua profissão numa outra cultura, aprende logo os métodos de trabalho do outro
país”, afirma.
Mesmo
assim, a empreitada de fazer carreira no exterior não é fácil para ninguém. Os
ventos até podem soprar a favor dos mais novos, mas só terão sucesso os que
investirem em preparação. A seguir, veja algumas recomendações básicas para
quem tem esse objetivo:
1. Investigue a
fundo o país e a empresa onde você vai trabalhar
Antes
de fazer as malas, busque conhecer ao máximo a história, a geografia e a
cultura da cidade onde você vai morar. “Chegar com um conhecimento prévio sobre
o ambiente ajuda o profissional a se integrar mais facilmente”, afirma Leda.
Além
disso, vale pesquisar detalhes sobre o seu futuro local de trabalho. Qual é a
trajetória da empresa? Como é o seu organograma? Quais são seus pontos fortes e
fracos diante da concorrência? Munido dessas informações, você não precisará
aprender tudo do zero quando chegar lá.
2. Comece a
estudar ainda no Brasil o idioma nativo do seu empregador
Na
opinião de Leda, o inglês deixou de ser visto como diferencial há muito tempo.
Para se destacar profissionalmente em outro país, é importante conhecer a
língua de origem da sua empresa. “Se você vai trabalhar numa multinacional
sueca, por exemplo, vá aprender o idioma deles”, aconselha ela.
Mesmo
que a empresa adote o inglês no dia a dia do trabalho, o ideal é não se
acomodar. “O profissional que domina a língua nativa do empregador tem mais
chances de progredir na empresa e ser mais valorizado pelo mercado no futuro”,
explica Leda.
3. Busque fazer
uma imersão total
Pode
até ser mais confortável, mas viver rodeado de brasileiros só dificulta a sua
integração ao novo país. O ideal é conviver o máximo possível com nativos,
inclusive colegas de trabalho.
Nessa
interação, é fundamental observar atentamente o estrangeiro para compreender
seus códigos culturais. “Isso permite descobrir como se relacionam no ambiente
profissional, fecham negócios e fazem networking”, afirma Martins.
4. Encare a
experiência de forma profissional
“Se
você quer dar início a uma carreira internacional, não pode enxergar a
experiência de trabalhar fora como um simples intercâmbio”, diz Leda. Em outras
palavras, você não tem “licença” para ser menos responsável só por ser
estrangeiro.
Segundo
a especialista, essa postura leniente é o que explica o retorno de muitos
jovens ao Brasil. “Muitos se comportam como eternos estudantes, convencidos de
que só estão morando ‘por um tempo’ no exterior, e acabam fracassando em seus
empregos”, explica ela.
5. Tenha jogo de
cintura
Passado
o deslumbramento inicial, o jovem logo descobre que morar fora do Brasil pode
ser difícil. “Você vai ter que se submeter a adversidades, sem melindres”,
afirma Martins. “Ser flexível é fundamental”.
Outra
dica é evitar comparações com o Brasil. “Esqueça a frase ‘no meu país se faz
assim’ e lembre que ali, naquele momento e naquele lugar, as pessoas fazem de
forma diferente”, completa Leda.



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